Durante o Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno, o Country Club de Valinhos reforça a importância da informação, do acolhimento e do apoio às famílias durante a jornada da amamentação.
Nesta edição, conversamos com Fernanda Facundes, consultora de amamentação e associada do Country Club Valinhos, que compartilha sua trajetória profissional, histórias marcantes e orientações importantes para mães que enfrentam desafios nesse período tão especial.
Da experiência pessoal ao propósito profissional
A história de Fernanda com a amamentação começou a partir de uma experiência pessoal. Após o nascimento do filho, ela também enfrentou dificuldades comuns a muitas mães e descobriu, por meio de uma consultoria, o quanto o apoio especializado pode transformar essa fase.
“Quando meu filho nasceu, como a maioria das mulheres, tive dor ao amamentar, e uma amiga me indicou uma consultoria de amamentação,que eu nem sabia que existia. Eu contratei a consultora e me encantei pelo trabalho dela. Achei lindo e salvou a minha amamentação.”
Poucos meses depois, ao acompanhar uma situação semelhante na família, Fernanda percebeu que queria ajudar outras mulheres a passarem por esse momento com mais segurança e acolhimento.
“Nasceu minha afilhada, e a mãe também sofreu bastante com a amamentação, mas eu, mesmo amamentando tranquilamente, não pude ajudar.
Ali surgiu a vontade de buscar esse caminho para me tornar uma consultora. Vi que seria uma profissão que me traria o propósito que sempre busquei.”
Hoje, Fernanda considera uma honra participar da história de famílias e oferecer suporte em uma fase tão importante.
“É uma honra poder participar e ajudar famílias nesse momento tão lindo e delicado”

Histórias que transformam
Cada família atendida traz uma história única, mas uma delas marcou especialmente a trajetória de Fernanda.
Ela acompanhou uma família formada por duas mães. A mãe que gestou o bebê, chamada de “S”, enfrentava muitas dores e estava muito machucada, chegando ao ponto de pensar em desistir da amamentação.
Como alternativa, foi iniciado um processo em que o bebê também era colocado no seio da outra mãe, chamada de “J”. Como ela não havia gestado e ainda não tinha produção de leite, era utilizada uma sonda com leite ordenhado da mãe que gestou, permitindo que o bebê mantivesse a sucção no seio, sem a introdução da mamadeira, além de fortalecer o vínculo e o aconchego.
Após alguns meses, aconteceu algo emocionante:
“A ‘J’ percebeu que começaram a sair gotinhas de leite do seio dela. Mágica? Não. É o corpo sendo perfeito como sempre. O corpo dela entendeu aquele estímulo do bebê ao seio.”
Fernanda explica que a produção não foi suficiente para alimentar o bebê, mas o momento mostrou a capacidade e a adaptação do corpo humano.
“Foi emocionante ver o quanto nosso corpo é mágico e maravilhoso.”
Agosto Dourado: informação e apoio para a amamentação
O Agosto Dourado é o mês dedicado à conscientização, proteção e incentivo ao aleitamento materno. Para Fernanda, a data é uma oportunidade para ampliar o debate sobre o tema e refletir sobre o suporte oferecido às mães.
A Semana Mundial do Aleitamento Materno deste ano traz como tema:
“Amamentação para um começo de vida sustentável: fortaleça o que funciona.”
Segundo Fernanda, existem orientações, protocolos e leis que protegem o aleitamento materno, mas ainda é necessário fortalecer o acesso ao apoio adequado.
“É muito importante que profissionais especialistas em aleitamento materno estejam nos hospitais para acompanhar as primeiras horas e dias de vida. Também é fundamental que as empresas sigam as leis para que mães consigam permanecer amamentando mesmo após o retorno ao trabalho.”
Ela destaca ainda que cada mulher precisa ser acolhida de forma individualizada. “Cada caso deve ser avaliado. Cada mãe deveria ter o direito de ser acolhida por uma profissional que entenda o problema, a rotina e busque uma estratégia que realmente atenda aquela necessidade. Afinal, nada é para todas.”

Amamentar não precisa ser um processo doloroso
Um dos principais pontos abordados por Fernanda é que muitas mulheres chegam à maternidade sem preparo para a amamentação.
“Ninguém conta que amamentar muitas vezes é mais desafiador que o parto. As mulheres se preparam muito para o parto e não para a amamentação.”
A dor costuma ser uma das primeiras dificuldades enfrentadas pelas mães.
“A maior dificuldade do início é a dor, que pode já começar na maternidade durante as primeiras mamadas.”
A recomendação é buscar informação ainda durante a gestação, para que a mãe tenha mais segurança e apoio desde o início.
“O melhor cenário é que a mãe busque ajuda ainda na gestação, pois munida de informação e apoio, as chances de dar certo aumentam muito.”
Fernanda reforça que qualquer dificuldade relacionada ao leite materno pode ser avaliada por uma consultora.
“Seja dor, seja bebê que não consegue pegar o seio, seja baixa produção de leite. Antes de qualquer decisão, tenha uma consultora para trabalhar em conjunto com a equipe médica.”

Mitos sobre a amamentação
Entre os principais mitos que Fernanda precisa desconstruir está a ideia de que existe “leite fraco”.
“Leite fraco é um mito. Toda gota de leite materno é perfeita!”
Segundo ela, o que pode acontecer é uma baixa produção de leite, que pode ter diferentes causas e deve ser avaliada individualmente.
Outro mito comum é a necessidade de preparar os seios durante a gestação utilizando buchas ou toalhas.
“Isso só vai machucar e deixar o seio ainda mais sensível. Nosso corpo é capaz de se preparar para isso sem nenhuma intervenção.”
Ela também reforça que a dor durante a amamentação não deve ser considerada normal.
“O mito mais falado é que amamentar dói mesmo, mas que depois ‘caleja’ e passa. Não! Amamentar não dói, e se está doendo tem algo errado.”
A importância da rede de apoio
Para Fernanda, a família tem papel essencial no processo de amamentação.
A ajuda nem sempre está diretamente ligada ao bebê, mas ao cuidado com a mãe.
“Muitas vezes essa ajuda não será com o bebê, mas sim com o cuidado com a mulher. Um bebê demanda demais, e essa mulher se vê sem tempo para necessidades básicas, como escovar os dentes, tomar banho ou simplesmente descansar.”
Atitudes simples, como ajudar com a casa, roupas e alimentação, podem fazer uma grande diferença.
Ela também destaca a importância de uma sociedade mais acolhedora.
“A sociedade precisa respeitar as decisões da mãe sem nenhum julgamento. O acesso a profissionais que possam orientá-la é o que tornará esse processo de pós-parto mais tranquilo.”
Uma mensagem para as mães que pensam em desistir
Para finalizar, Fernanda deixa uma mensagem de acolhimento para mulheres que enfrentam dificuldades:
“Para você que está desesperada e querendo desistir, eu consigo imaginar a sua angústia. Tenha ao seu lado uma profissional que te ajudará a tomar essa decisão sem frustração.”
Ela reforça que cada história deve ser respeitada.
“Às vezes, faz parte do meu trabalho concordar em desistir. Temos que respeitar o limite de cada mulher. Mas acredite: só esse apoio, essa mão estendida, já podem ser o suficiente para que você resolva continuar.”
E é justamente esse acolhimento que faz Fernanda enxergar sentido em sua profissão.
“Meu trabalho vai além das técnicas e manejos de amamentação. Meu trabalho acolhe, abraça e dá apoio de fato para a história de amamentação de cada família.”
Conheça o trabalho de Fernanda Facundes
Se você está gestante, no pós-parto ou enfrentando
dificuldades com a amamentação, o acompanhamento de uma consultora pode fazer
toda a diferença para tornar esse momento mais leve, seguro e acolhedor.
Fernanda Facundes – Consultora de Amamentação
Instagram: @fernandafacundesconsultora
WhatsApp: (19) 99952-7887
Country Club de Valinhos
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