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ESPECIAL ABRIL AZUL: Conscientizar é acolher: Country Club destaca história de Késia e Valentina no Abril Azul

O “Abril Azul” é dedicado à conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista, uma data que convida à reflexão, ao respeito às diferenças e, principalmente, à construção de uma sociedade mais inclusiva.

No Country Club Valinhos, esse compromisso com a inclusão vai além das palavras e se fortalece por meio de histórias reais que inspiram. Uma delas é a da colaboradora Késia Melo, integrante da equipe do clube desde 2017, e de sua filha, Valentina Melo, de 10 anos, diagnosticada com autismo.

A trajetória das duas é marcada por desafios, aprendizados e, acima de tudo, por uma evolução construída com amor, dedicação e uma rede de apoio fundamental.

O olhar de mãe que nunca falha

Desde muito cedo, Késia percebeu que havia algo diferente no desenvolvimento da Valentina:

“Como mãe, a gente sente. Desde bebê, eu percebia que havia algo diferente na Tina. Ela tinha um olhar mais vago em muitos momentos e chorava praticamente o tempo todo. Não se comportava como os outros bebês da mesma idade.

Ao mesmo tempo, sempre foi muito esperta, inteligente e extremamente observadora!

Mesmo assim, fui desacreditada por muita gente ao meu redor. A única pessoa que realmente me ouviu e levou minhas percepções a sério foi minha mãe.”

A busca por respostas

A confirmação de que algo precisava de atenção veio com a entrada de Valentina na creche:

“A creche acabou confirmando aquilo que eu já sentia. Assim que ela entrou, começaram a me pontuar alguns comportamentos: ela chorava muito, brincava sozinha e não interagia com outras crianças.

Procurei a pediatra da rede pública, que nos encaminhou para o CEMAP, onde ela foi avaliada por psicólogo e psiquiatra. Depois disso, foi encaminhada para a APAE e para a ACESA.”

Um processo longo e desafiador

O caminho até o diagnóstico exigiu paciência e persistência:

“Foi um processo difícil.
O diagnóstico demorou quatro anos para chegar e só veio por meio do setor de neurologia da APAE.

A partir daí, conseguimos definir o melhor caminho terapêutico para a evolução da Tina e entender quais intervenções seriam mais adequadas e como apoiar seu desenvolvimento de forma mais efetiva.”

Desafios que fortalecem

Entre os obstáculos enfrentados, a aceitação foi um dos mais marcantes:

“O primeiro grande desafio foi aceitar o diagnóstico. Muitos pais passam por isso, e a falta de aceitação acaba atrasando o desenvolvimento da criança, porque ela deixa de receber o que realmente precisa para evoluir e ganhar independência.

Outro desafio enorme foi a pandemia, que interrompeu atendimentos e atrasou ainda mais o diagnóstico. Graças a Deus, ainda deu tempo de correr atrás do prejuízo.

Também enfrentamos o desafio escolar. A Tina tem 10 anos e ainda não está totalmente alfabetizada, mas está avançando. A leitura, para ela, seria um marco essencial, porque, a partir daí, outras habilidades escolares se tornariam mais acessíveis.”

Evolução construída no tempo dela

Com o início dos acompanhamentos, os avanços começaram a aparecer de forma consistente:

“Ela evoluiu muito — em tudo.
Na fala, na socialização, no comportamento, no tempo de permanência e na tolerância ao barulho. Inclusive, ela ama uma festa.

A fala dela veio mais tarde, e ela era muito nervosa por não conseguir se expressar. Hoje, com apoio e paciência, ela se comunica muito melhor e está mais tranquila.

Tudo na Tina aconteceu no tempo dela. E eu a amo exatamente assim, do jeitinho que ela é. Não consigo imaginar minha vida de outra forma. Ela é minha princesa.”

Uma rede de apoio que faz a diferença

A evolução de Valentina também é resultado de um acompanhamento multidisciplinar e de profissionais comprometidos:

“A evolução da Valentina tem sido cada vez mais bonita de acompanhar. Na APAE, ela recebe Terapia Ocupacional, fonoaudiologia e acompanhamento psicológico com a psicóloga Ana Dias, que é sócia do Country.

Na Acesa, Tina realiza atividades de educação física e acompanhamento psicopedagógico com o apoio da psicopedagoga Rosana Noronha, profissional dedicada e fundamental em sua evolução. Associada do Country, ela se tornou uma presença muito especial na trajetória da família.

Todos os profissionais que acompanham a Tina são maravilhosos, dedicados e fundamentais para o desenvolvimento dela. Cada um contribui de um jeito especial para que ela avance um pouco mais a cada dia.

A escola do município também tem um papel muito importante. A professora Carmen adapta todas as atividades, é atenciosa, calma e extremamente comprometida com a aprendizagem da minha filha.

Esse apoio faz toda a diferença. Eu espero que, com todo esse suporte e com o amor que ela recebe, a Tina se torne uma adolescente, uma adulta, uma mulher independente — mãe, esposa ou o que ela quiser ser. E eu estarei sempre aqui, para apoiar, incentivar e amar sem reservas.”

Mensagem para outras famílias

Késia deixa um conselho direto e necessário:

“Paciência, amor e esperança. A evolução vem.

Também é importante estimular a independência.
Hoje, a Tina faz quase tudo sozinha.

Muitos pais acabam impedindo o desenvolvimento ao fazer tudo pelos filhos.

E sobre comportamento: não é porque é autista. É porque é criança. E criança precisa de limites e orientação.”

Compromisso com a inclusão

Histórias como a de Késia e Valentina ajudam a dar sentido à conscientização, aproximando o tema da realidade e promovendo reflexão.

No Country Club Valinhos, a convivência com diferentes experiências reforça a importância de um ambiente pautado no respeito, na escuta e na valorização das diferenças.

Falar sobre inclusão é, antes de tudo, reconhecer que cada pessoa se desenvolve de forma única — e que toda trajetória merece espaço, compreensão e dignidade.

Matéria: Rodrigo V. Lopes/Marketing AAPPCC

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